EXAMES

A Biometria Ultrassônica tem a função de medir as dimensões ântero-posteriores das diversas estruturas oculares, cálculo dos graus de lentes intraoculares para as Cirurgias de Catarata, auxílio no planejamento dos Transplantes de Córnea.
Com o grande avanço das lentes intra-oculares na cirurgia de catarata, tornou-se fundamental a obtenção de um método eficiente para cálculo do grau da lente intraocular a ser implantada.

Qual a indicação?
Este exame é indicado principalmente para pacientes que serão submetidos à cirurgia de catarata ou cirurgia refrativa de alto grau de miopia ou hipermetropia.

Informações:
Este exame é indolor, não invasivo e de rápida execução.

Orientações:
Antes da realização do exame, suspender o uso de lentes de contato por cinco dias.

O campo visual é um exame que estuda a percepção visual central e periférica. Quando o médico oftalmologista mede a visão de longe e de perto, está observando apenas a acuidade visual central. A percepção periférica no ser humano é em torno de 180 graus, considerando-se a visão com os dois olhos. A avaliação clínica do campo visual é executada de forma monocular, fato que reduz para 160 graus o campo de visão. Em muitas doenças esta visão espacial é reduzida e a única maneira de detectar esta perda seria estudando o campo de visão. É um teste psicofísico que pode variar de um dia para outro, dependendo da capacidade de colaboração do paciente. A falta de concentração no exame, por exemplo, motivada por cansaço, pode falsear o resultado. A campimetria computadorizada é um exame útil e o mais empregado na prática clínica oftalmológica, incorporando avanços que aumentam a praticidade de sua realização, bem como sua confiabilidade. Atualmente, é utilizado para várias doenças oculares e neurológicas. Suas principais vantagens são: teste do campo visual pelo método estático (diferentes intensidades luminosas em um mesmo ponto), ao invés do modo cinético, habitualmente utilizado na campimetria manual; redução da subjetividade do examinador; monitorização constante da fixação; capacidade de reteste automático de pontos anormais; múltiplas estratégias de teste, de acordo com a necessidade do examinador. Os equipamentos apresentam índices de confiabilidade que garantem a qualidade do exame, como perdas de fixação, respostas falso-positivas, respostas falso-negativas, tempo de duração do teste e o short-term fluctuation. Em todos os tipos de campimetria o paciente deve receber orientações sobre a técnica do exame e como proceder. O ambiente deve ser apropriado para possibilitar a maior atenção possível durante o exame. Auxiliares de médicos são técnicos que auxiliam na assistência ao paciente, trabalhando sob orientação médica. Realizam exames que serão laudados e interpretados por médicos. CONCLUSÃO A campimetria é uma avaliação psicofísica do campo visual central e periférico do paciente, indispensável em várias patologias oculares e neurológicas. A interpretação dos seus resultados cabe exclusivamente ao médico. A campimetria computadorizada, realizada em equipamentos que apresentam ao médico índices de confiabilidade para a sua interpretação, pode ser feita por médicos e o aparelho pode ser operado por auxiliares de médicos e por outros profissionais treinados por oftalmologistas. Os profissionais devem ser treinados para o apropriado manuseio do equipamento, capacitados para orientar o paciente sobre a técnica do exame, saber analisar o comportamento do paciente no exame e ter conhecimento da relação profissional-paciente. Devem também ter noções das condições de higiene do equipamento. A responsabilidade do exame é totalmente do médico.

A curva tensional diária é utilizada para aferir a pressão intraocular do paciente para diagnóstico ou acompanhamento do tratamento do glaucoma.

Como é realizada?
É pingado colírio anestésico e fluoresceína nos olhos do paciente e a pressão intraocular aferida pelo oftalmologista. São realizadas diversas medidas da pressão intraocular ao longo do dia, sendo as 9h – 11h – 15h e 17h.

Orientações
Não ir com lentes de contato.

Gonioscopia é um exame usado pelos oftalmologistas para ajudar no diagnóstico e no acompanhamento de algumas enfermidades oculares, principalmente o glaucoma. Esse exame ajuda a avaliar o ângulo da câmara anterior dos olhos, a íris e a superfície do cristalino usando lentes de aumento, colocadas em contato com a córnea. Este exame também determinará se o glaucoma já está instalado e qual é o seu tipo, orientando o diagnóstico e o tratamento específicos para cada um.
A gonioscopia não analisa somente o glaucoma, apesar de esta ser sua função mais comum. Ela também é utilizada para verificar outras anormalidades oculares, como tumores, cistos, aderências da íris ou algum possível trauma nos olhos.

Como se realiza o exame de gonioscopia?
Para realização do exame o paciente deve remover eventuais lentes de contato que esteja utilizando. Serão usados dois colírios, um deles anestésico e outro gelatinoso, que embaça a visão. Nenhum colírio para dilatação pupilar deve ser usado antes ou durante a gonioscopia. O exame deve ser realizado em condição de luminosidade adequada, determinada pelo oftalmologista. Em seguida, o paciente será posicionado em frente ao gonioscópio, um aparelho constituído por uma lente em forma de um cone truncado, que contém um espelho inclinado, e que é combinado com uma lâmpada de fenda, permitindo o estudo do ângulo formado entre a íris e a córnea. Usando uma substância gelatinosa o médico coloca esse aparato em contato com a córnea do paciente, que precisa manter o seu olhar fixo, e examina o interior da câmara anterior do olho, verificando o ângulo anterior, onde a íris e a córnea se encontram.
O paciente deve comparecer ao exame acompanhado de outra pessoa, porque poderá ter dificuldade em enxergar com nitidez por umas duas horas após o exame, em razão dos colírios que deverá usar, os quais embaçam a visão. O exame causa algum desconforto e deverá ser feito com fixação do olhar, o que faz com que seja algo difícil de ser realizado em crianças pequenas e em adultos pouco colaborativos.

Para que serve o exame de gonioscopia?
A gonioscopia é indispensável para o diagnóstico e seguimento do glaucoma, basicamente para diferenciar casos de glaucomas de ângulo estreito de casos de glaucomas de ângulo aberto. É pelo ângulo da câmara anterior do olho que é drenado o humor aquoso, líquido que preenche a câmara anterior do olho e cujo acúmulo leva ao glaucoma. A gonioscopia também pode ser usada para diagnosticar cistos, aderências ou tumores da íris e corpo ciliar, além de ser indicada em pós-operatório de cirurgias intraoculares e no acompanhamento de lesões traumáticas dos olhos.

Mapeamento da retina é um exame complementar onde todo o fundo do olho e as suas estruturas são avaliados. Difere da fundoscopia simples porque neste exame só as estruturas centrais do fundo do olho são visualizadas. O mapeamento da retina tanto pode ser realizado na lâmpada de fenda (oftalmoscópio direto) ou com a utilização de um aparelho chamado oftalmoscópio indireto em ambos os casos, com o auxílio de uma lente que o médico segura entre o olho e o aparelho, a qual neutraliza o poder de refração da córnea e assim permite a visualização das estruturas internas. Devido à forte luz utilizada, mesmo em olhos com opacidades de meios como catarata ou doenças da córnea, o exame é possível.

Por que é importante?
Entre as estruturas internas do olho encontramos a papila que é o início do nervo ótico, a retina que é responsável pela captação das imagens, vasos sangüíneos (veias e artérias) e a coróide que é um tecido com vascularização intensa.
O fundo do olho é o único local do corpo humano onde podemos examinar diretamente, sem invasão, nervos e vasos. Por esse motivo, é possível diagnosticar e avaliar a evolução de doenças sistêmicas como hipertensão arterial, diabetes, doenças reumáticas, doenças neurológicas, doenças hematológicas e qualquer outra doença que resulte em alteração vascular, sangüínea ou nos nervos. Além destas alterações, todas as outras doenças do próprio olho.
O nervo ótico pode estar alterado devido ao glaucoma, inflamações, má formação e outras doenças. Os vasos podem apresentar alterações devido a doenças sistêmicas já citadas, além de tromboses (obstruções), inflamações, embolias e outras.
A retina é a estrutura que maior número de alterações pode apresentar: Isquemias, degenerações, inflamações, hemorragias, intoxicação medicamentosa, descolamento (quando se solta da parede interna do olho), tumores, buracos e outras alterações periféricas.

Quando deve ser feito o mapeamento?
Sempre que o paciente tiver alguma queixa na consulta geral que possa estar relacionada a alterações internas do olho. Quando há baixa visão não justificada pela falta de óculos adequados. Todos os pacientes hipertensos, diabéticos, com doenças reumatológicas, quando há o uso de medicações que possam ser tóxicas para a retina. Pacientes com mais de 50 anos de idade (devido às alterações que aparecem com a idade). Os míopes devem ser examinados com periodicidade porque a retina do míope é mais fraca devido ao crescimento do olho que é maior do que o do não-míope. Este enfraquecimento favorece o aparecimento de lesões periféricas que quando não tratadas podem levar ao descolamento da retina (doença que causa perda total da visão e necessita de tratamento cirúrgico).

Microscopia Especular de Córnea é um exame não invasivo e indolor, que analisa a córnea, realizando a contagem do número de células da camada mais interna da córnea e analisando o aspecto destas que podem apresentar algum tipo de degeneração ou distrofia. O exame serve para a avaliação quantitativa e qualitativa das células endoteliais, responsáveis pela integridade e transparência corneana. Importante na avaliação pré e pós-operatória de cirurgias refrativas e de catarata e no acompanhamento de doenças corneanas. Indicações É indicado em pacientes que serão submetidos a cirurgias oculares como cirurgia de catarata, transplante de córnea, cirurgia refrativa e acompanhamento de pacientes usuários de lente de contato. Orientações Suspender o uso da lente de contato.

Neste exame se mensura a espessura corneana, sendo usado em avaliações pré-cirúrgicas, evidenciando edemas, ou áreas de espessuras muito finas como acontece em casos de ceratocone.
É um exame de ultrassom usado para diagnóstico e acompanhamento de patologias da córnea. Também é indispensável no planejamento das cirurgias refrativas.

Indicações

  • No planejamento de cirurgias refrativas com laser, para corrigir astigmatismo, miopia e hipermetropia;
  • Avaliar alterações na espessura da córnea causadas por distrofias, uso de lentes de contato, ceratocone ou traumas cirúrgicos;
  • Pré e pós-operatório de cirurgias refrativas;
  • Ceratocone;
  • Suspeita de edema de córnea;
  • Ectasias corneanas;
  • Distrofias corneanas;
  • Adaptação de lentes de contato;
  • Glaucoma;
  • Trauma corneano;
  • Cicatrizes e opacidades da córnea.

Este método de medida da acuidade visual avalia o seu potencial mesmo em caso de opacidade relativa de meios (catarata, hemorragia vítrea e leucoma). É capaz de fornecer o prognóstico do desempenho visual de uma cirurgia, podendo ser decisivo na indicação de uma intervenção operatória.
É um método subjetivo e depende da resposta do paciente.
Indicado na avaliação pré-operatória de cirurgia de catarata, transplante de córnea, cirurgia refrativa, vitrectomia, entre outros procedimentos. Indicado ainda na avaliação pós-operatória de cirurgia de catarata, transplante de córnea e no acompanhamento de doenças de córnea.

Orientações Necessárias:
Não suspender medicamentos e/ou colírios em uso;
Utilizar colírio para dilatar as pupilas (a visão fica embaçada por aproximadamente 6 horas);
Vir com acompanhante maior de 18 anos.
Necessita-se de cooperação para fixar o olhar durante o exame;

Retinografia é uma técnica de exame que consiste em observar e registrar fotografias da retina, do nervo óptico e do fundo do olho. A retinografia permite obter diversas fotos em alta resolução, fazendo uma documentação fotográfica do fundo de olho e possibilitando um acompanhamento seriado da evolução de lesões que nele existam. Como é feito o exame de retinografia? O exame é simples, indolor e dura apenas alguns minutos. O paciente deve assentar-se em frente a um aparelho que fotografa o fundo do olho usando lentes de grande aumento. A pupila deve ser dilatada para que as imagens do fundo do olho sejam captadas pelo aparelho, chamado retinógrafo. Se o paciente usar lente de contato deve retirá-las antes do exame. O paciente deve comparecer ao local de exame acompanhado de outra pessoa, porque com a dilatação da pupila a visão poderá ficar prejudicada por certo tempo e ele não deverá dirigir. Quem deve fazer uma retinografia? As principais indicações da retinografia são para diagnóstico e acompanhamento de algumas doenças oftalmológicas que podem afetar a retina e o nervo óptico. É um exame importante para o acompanhamento de pessoas com miopia, diabetes mellitus, hipertensão arterial, alterações da mácula, tumores oculares, etc. Para que serve a retinografia? A retinografia é utilizada para diagnóstico e acompanhamento de doenças como a retinopatia diabética, degeneração macular, oclusões vasculares da retina, entre outras, e deve ser associada a outros exames complementares tais como angiografia, tomografia de coerência óptica, oftalmoscopia direta ou indireta ou a varredura a laser. Também serve para documentar as anormalidades e seguir suas evoluções. Com a retinografia também se pode acompanhar a eficácia dos tratamentos.
A tomografia de coerência óptica, é um dos mais recentes exames complementares utilizado no diagnóstico das doenças da retina e vítreo, consistindo na obtenção de cortes transversais da retina e interface vitreoretiniana. Este exame, não invasivo, utiliza uma tecnologia similar à da ecografia B, utilizando em vez das ondas acústicas, luz de baixa coerência, obtendo-se representações estruturais com uma resolução muito mais elevada. Esta tecnologia foi desenvolvida por Fujimoto no Massachusetts Institute of Technology, a aplicada no diagnóstico oftalmológico por Puliafito. O uso deste exame complementar generalizou-se, sendo hoje um exame fundamental do diagnóstico, evolução e no controle pós operatório de múltiplas afecções maculares. O Médico Oftalmologista recorre a esta técnica no diagnóstico precoce das doenças da interface vitreoretiniana (Pucker macular, buraco macular, membranas epiretinianas secundárias, sindorme de tracção macular), sendo este exame de grande valor no diagnóstico diferencial e no estabelecimento de decisões terapêuticas. Outro campo com utilização crescente é na avaliação do edema macular, podendo ser de grande valor na exclusão de causas traccionais, e dar indicações preciosas na sua evolução. Esta capacidade de podermos estabelecer a espessura e o volume macular é de especial importância nos estudos a decorrer, sobre a injecção intravítrea de várias drogas (desde corticóides até inibidores da angiogénese). Outra aplicação importante é a medição da espessura da camada de fibras nervosas da retina (RNFL), na região que envolve o disco óptico. Atualmente, constitui uma ferramenta fundamental no diagnóstico das neuropatias ópticas, particularmente no glaucoma. A espessura da camada de fibras nervosas é medida e comparada com o intervalo da normalidade. No glaucoma, existe forte correlação entre as alterações detectadas no OCT e os defeitos encontrados nos campos visuais (Perimetria Estática Computorizada).
A tonometria é um exame que permite a medida da pressão intraocular. É fundamental para o diagnóstico e acompanhamento do paciente com glaucoma. Apesar de simples, sua realização nas consultas é muito importante, indolor e extremamente rápida sendo realizada em menos de 2 minutos para ambos os olhos. Medidas da pressão intraocular são consideradas dentro dos parâmetros normais quando aferidas entre valores de 10 a 20mmHg. Existem pacientes que não possuem dano no nervo óptico que possuem medidas pressóricas acima de 20mmHg (chamados Hipertensos Oculares) e outros com dano ao nervo óptico mesmo apresentando medidas pressóricas abaixo de 20mmHg (chamados Glaucoma de Pressão Normal). A pressão intraocular é o principal fator de risco para o glaucoma e a redução da PIO é o único tratamento cientificamente comprovado capaz de conter a evolução da doença. Portanto, a medida precisa da PIO é importante para o diagnóstico e acompanhamento do paciente glaucomatoso.
TOPOGRAFIA COMPUTADORIZADA DA CÓRNEA OU CERATOSCOPIA COMPUTADORIZADA É um exame que determina a curvatura corneana, além de analisar o relevo corneano, mapear a superfície da córnea e suas irregularidades desde o centro até a periferia. Análise computadorizada da superfície corneana. Útil para usuários de lentes e pré-operatório de cirurgias oculares, é importante para o diagnóstico de diversas patologias, entre elas, o ceratocone. Também é um exame indispensável para o cálculo da lente intraocular a ser implantada durante a cirurgia de catarata. O topógrafo tem grande importância em uma clínica oftalmológica, pois tem várias aplicações: Na avaliação pré-cirúrgica em casos de cirurgia refrativa; Acompanhamento no pós-operatório das cirurgias; Auxiliar no diagnóstico de doenças degenerativas como o ceratocone; Acompanhamento de transplante de córnea; Auxiliar na adaptação de lente de contato. Indicações: Adaptação de lentes de contato; Avaliação de astigmatismos irregulares; Controle de retirada dos pontos nos transplantes de córneas; Diagnóstico e acompanhamento de ceratocone; Pré e pós-operatório de cirurgias refrativas; Pós-operatório de ceratoplastias; Pós-operatório de transplante de córnea; Pré-operatório de cirurgia de catarata; Cicatrizes e opacidades da córnea; Distrofias e ectasias corneanas; Edema de córnea.
A ultrassonografia em oftalmologia é realizada quando não se consegue visualizar as estruturas intra-oculares devido à presença de opacidades, como por exemplo, a presença de sangue dentro do olho. A ultrassonografia ocular tem grande utilidade, também, na detecção de opacidades vítreas, na avaliação do descolamento de retina, na identificação e medida de lesões intra-oculares tais como cistos e tumores. A alta resolução de imagem permite evidenciar patologias em diferentes regiões do globo ocular, tais como: Vítreo, Retina, Coróide e Orbita.